Certa noite eu vi um monstro
Não sei bem se me assustava
Com um sorriso de canto
A criatura me encarava
Não tinha chifres nem pêlos
Tampouco cauda ou finos dentes
Se eu não visse direito
Pensava até que era gente
Praticamente da minha altura
Mesmo ombro, mesmo joelho
Reparei que me seguia
Estava frente a um espelho
Quando dei por mim, já não sabia
Em que parte de mim estava
Se era o homem que suspira
Ou o monstro que me habitava
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Surgiu e se foi.
eu estava sozinho, e senti
quandos os números se afastavam
quando as vozes caiam
nada mais havia em mim
eu estava vazio, e caí
o peso nas costas me afundava
a cela do peito apertava
ninguém parecia me ouvir
eu estava perdido, e segui
por entre várias bifurcações
pelas escuras opções
cantarolando o que não se diz
eu estava confuso, e chorei
por medo do que não foi feito
não sabendo se era direito
talvez eu não sobrevivi
quandos os números se afastavam
quando as vozes caiam
nada mais havia em mim
eu estava vazio, e caí
o peso nas costas me afundava
a cela do peito apertava
ninguém parecia me ouvir
eu estava perdido, e segui
por entre várias bifurcações
pelas escuras opções
cantarolando o que não se diz
eu estava confuso, e chorei
por medo do que não foi feito
não sabendo se era direito
talvez eu não sobrevivi
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Dê feito.
Dê feito aos montes
Que não se quer desperdiçar
Aos poucos, dê feitos muitos
Têem sempre o que mostrar
Dê feito aos tantos
Já que um nada sempre permanece
E como quem lembra, merece
Dê feito aos esquecidos
Que pelas lacunas padecem
Defeito aberto
Que orquestras rege
Que desvirtua, apodrece
a tênue linha do correto
Dê feito ao feto
Dê feito ao reto
É por defeito, ao certo
Que o coração enruguece
Vácuo presente no peito
Dê feito, que cresce
Sem gênero ou espécie
Simplesmente, dê feito
Que não se quer desperdiçar
Aos poucos, dê feitos muitos
Têem sempre o que mostrar
Dê feito aos tantos
Já que um nada sempre permanece
E como quem lembra, merece
Dê feito aos esquecidos
Que pelas lacunas padecem
Defeito aberto
Que orquestras rege
Que desvirtua, apodrece
a tênue linha do correto
Dê feito ao feto
Dê feito ao reto
É por defeito, ao certo
Que o coração enruguece
Vácuo presente no peito
Dê feito, que cresce
Sem gênero ou espécie
Simplesmente, dê feito
terça-feira, 21 de julho de 2009
Amezade!
A janela está aberta, já que o vento se dispôs
Eu sinto a brisa do que existe entre nós dois
Milhares de mesóclises, em maioria ineficazes
Tu és de arder em um resquício de saudade
Seu sorriso queima, sua lágrima corrói
Quero e permaneço em sua foz
Desço pelo teu leito, gritando prosas
E me vejo num eixo, cirandeando suas rosas
Eu sinto a brisa do que existe entre nós dois
Milhares de mesóclises, em maioria ineficazes
Tu és de arder em um resquício de saudade
Seu sorriso queima, sua lágrima corrói
Quero e permaneço em sua foz
Desço pelo teu leito, gritando prosas
E me vejo num eixo, cirandeando suas rosas
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O tempo passa, e eu me passo...
meu ontem surgiu repentinamente, clamando saudade
dos tempos em que se ladrava a juventude
todo o universo numa bola de gude
suposta ausência de responsabilidade
hoje não se esconde, se estarra
coração na mão e ego humilhado
esqueci como é bem ser procurado
com os dedos apertados e um sorriso na cara
dos tempos em que se ladrava a juventude
todo o universo numa bola de gude
suposta ausência de responsabilidade
hoje não se esconde, se estarra
coração na mão e ego humilhado
esqueci como é bem ser procurado
com os dedos apertados e um sorriso na cara
sábado, 18 de julho de 2009
Voei pra lá!
decisão tomada sem pensadeira
vontade doida sem eira nem beira
num querer demasiado do ser
já estava lá sem perceber
e pisei demais por esses dias
tanto com os pés, quanto com as mãos
braços atados durante a noite fria
gótica e cintilante sensação
lá em cima o ar apertava
abraço forte, de torcer uma costela
vendo o sol deitar-se, pela janela
só assim eu respirava
até minha consciência se elevava
num subir e descer de picos e poços
sem os pés do chão, eu cuspia os caroços
num cortejo alto, eu só acenava
vontade doida sem eira nem beira
num querer demasiado do ser
já estava lá sem perceber
e pisei demais por esses dias
tanto com os pés, quanto com as mãos
braços atados durante a noite fria
gótica e cintilante sensação
lá em cima o ar apertava
abraço forte, de torcer uma costela
vendo o sol deitar-se, pela janela
só assim eu respirava
até minha consciência se elevava
num subir e descer de picos e poços
sem os pés do chão, eu cuspia os caroços
num cortejo alto, eu só acenava
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Ela é assim, sem noção!
ela está fugindo de mim, alguém me diz o porque?
ela está fugindo de ti, ela não quer te ver
ela está fugindo de nós, justo quando a mais desejamos
egoísta! maldita! não nos pôs nem em segundo plano
apenas faz o que quer, e acredita somente em si
é de um ego insuportável, essa morena
segue paralela a seu avesso, apesar de ser pequena
não quer descer do pedestal, ah! faz-me rir
o pior, é saber que tudo não passa de uma imagem
ilusão, desilusão... quem sabe?
amanhã, eu sei que vem atrás de mim
ou existe esse alguém que queira ficar só, no fim?
ela está fugindo de ti, ela não quer te ver
ela está fugindo de nós, justo quando a mais desejamos
egoísta! maldita! não nos pôs nem em segundo plano
apenas faz o que quer, e acredita somente em si
é de um ego insuportável, essa morena
segue paralela a seu avesso, apesar de ser pequena
não quer descer do pedestal, ah! faz-me rir
o pior, é saber que tudo não passa de uma imagem
ilusão, desilusão... quem sabe?
amanhã, eu sei que vem atrás de mim
ou existe esse alguém que queira ficar só, no fim?
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