Dê feito aos montes
Que não se quer desperdiçar
Aos poucos, dê feitos muitos
Têem sempre o que mostrar
Dê feito aos tantos
Já que um nada sempre permanece
E como quem lembra, merece
Dê feito aos esquecidos
Que pelas lacunas padecem
Defeito aberto
Que orquestras rege
Que desvirtua, apodrece
a tênue linha do correto
Dê feito ao feto
Dê feito ao reto
É por defeito, ao certo
Que o coração enruguece
Vácuo presente no peito
Dê feito, que cresce
Sem gênero ou espécie
Simplesmente, dê feito
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Amezade!
A janela está aberta, já que o vento se dispôs
Eu sinto a brisa do que existe entre nós dois
Milhares de mesóclises, em maioria ineficazes
Tu és de arder em um resquício de saudade
Seu sorriso queima, sua lágrima corrói
Quero e permaneço em sua foz
Desço pelo teu leito, gritando prosas
E me vejo num eixo, cirandeando suas rosas
Eu sinto a brisa do que existe entre nós dois
Milhares de mesóclises, em maioria ineficazes
Tu és de arder em um resquício de saudade
Seu sorriso queima, sua lágrima corrói
Quero e permaneço em sua foz
Desço pelo teu leito, gritando prosas
E me vejo num eixo, cirandeando suas rosas
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O tempo passa, e eu me passo...
meu ontem surgiu repentinamente, clamando saudade
dos tempos em que se ladrava a juventude
todo o universo numa bola de gude
suposta ausência de responsabilidade
hoje não se esconde, se estarra
coração na mão e ego humilhado
esqueci como é bem ser procurado
com os dedos apertados e um sorriso na cara
dos tempos em que se ladrava a juventude
todo o universo numa bola de gude
suposta ausência de responsabilidade
hoje não se esconde, se estarra
coração na mão e ego humilhado
esqueci como é bem ser procurado
com os dedos apertados e um sorriso na cara
sábado, 18 de julho de 2009
Voei pra lá!
decisão tomada sem pensadeira
vontade doida sem eira nem beira
num querer demasiado do ser
já estava lá sem perceber
e pisei demais por esses dias
tanto com os pés, quanto com as mãos
braços atados durante a noite fria
gótica e cintilante sensação
lá em cima o ar apertava
abraço forte, de torcer uma costela
vendo o sol deitar-se, pela janela
só assim eu respirava
até minha consciência se elevava
num subir e descer de picos e poços
sem os pés do chão, eu cuspia os caroços
num cortejo alto, eu só acenava
vontade doida sem eira nem beira
num querer demasiado do ser
já estava lá sem perceber
e pisei demais por esses dias
tanto com os pés, quanto com as mãos
braços atados durante a noite fria
gótica e cintilante sensação
lá em cima o ar apertava
abraço forte, de torcer uma costela
vendo o sol deitar-se, pela janela
só assim eu respirava
até minha consciência se elevava
num subir e descer de picos e poços
sem os pés do chão, eu cuspia os caroços
num cortejo alto, eu só acenava
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Ela é assim, sem noção!
ela está fugindo de mim, alguém me diz o porque?
ela está fugindo de ti, ela não quer te ver
ela está fugindo de nós, justo quando a mais desejamos
egoísta! maldita! não nos pôs nem em segundo plano
apenas faz o que quer, e acredita somente em si
é de um ego insuportável, essa morena
segue paralela a seu avesso, apesar de ser pequena
não quer descer do pedestal, ah! faz-me rir
o pior, é saber que tudo não passa de uma imagem
ilusão, desilusão... quem sabe?
amanhã, eu sei que vem atrás de mim
ou existe esse alguém que queira ficar só, no fim?
ela está fugindo de ti, ela não quer te ver
ela está fugindo de nós, justo quando a mais desejamos
egoísta! maldita! não nos pôs nem em segundo plano
apenas faz o que quer, e acredita somente em si
é de um ego insuportável, essa morena
segue paralela a seu avesso, apesar de ser pequena
não quer descer do pedestal, ah! faz-me rir
o pior, é saber que tudo não passa de uma imagem
ilusão, desilusão... quem sabe?
amanhã, eu sei que vem atrás de mim
ou existe esse alguém que queira ficar só, no fim?
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Sem o script?
Eu devia estar dormindo a essa hora. Tenho faculdade daqui a algumas horas, e justamente quando mais preciso dormir, é que surgem coisas interessantes em minha cabeça. Tente imaginar uma pessoa que fica coçando o saco a maior parte do tempo, reclamando da falta de idéias bacanas: essa pessoa sou eu! E o pior de tudo; descobri que esse é o problema de todos os meus atrasos em compromissos!
As idéias mais densas só surgem quando eu preciso fazer alguma outra coisa, quando não há nenhum meio possível de externalizar o que estou pensando sem causar um considerável atraso em tudo que devia fazer. Sacaram? É minha sina: atrasar por pensar demais em coisas que deveriam ser pensadas depois.
Pior é quando começo a andar na rua, e me vem um turbilhão de coisas na cabeça. Eu projeto as coisas no meu plano de visão, entendem? Já assistiram "O Show de Truman", é como se eu fosse o Truman, e também o diretor por detrás de tudo aquilo. Milhares de perspectivas em uma única linha do horizonte.
Será que estou sendo vigiado agora? Será que foi eu mesmo quem mandei me vigiarem? Será que eu existo? Sinto até que vou escorregar pelo ralo às vezes. Erro de cena, não?
As idéias mais densas só surgem quando eu preciso fazer alguma outra coisa, quando não há nenhum meio possível de externalizar o que estou pensando sem causar um considerável atraso em tudo que devia fazer. Sacaram? É minha sina: atrasar por pensar demais em coisas que deveriam ser pensadas depois.
Pior é quando começo a andar na rua, e me vem um turbilhão de coisas na cabeça. Eu projeto as coisas no meu plano de visão, entendem? Já assistiram "O Show de Truman", é como se eu fosse o Truman, e também o diretor por detrás de tudo aquilo. Milhares de perspectivas em uma única linha do horizonte.
Será que estou sendo vigiado agora? Será que foi eu mesmo quem mandei me vigiarem? Será que eu existo? Sinto até que vou escorregar pelo ralo às vezes. Erro de cena, não?
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Pessoas, tão pessoas...
Encontrar pessoas que se destaquem pelo que elas realmente são por dentro, e pela maneira que elas externam isso, está cada vez mais difícil hoje em dia. A novela da vida está sempre renovando seu contrato, e em seu núcleo, aquelas mesmas pessoas condicionadas a se portarem de maneira pré-escrita.
Quando uma pessoa julga outra, apontando determinados aspectos positivos ou negativos da mesma, ela deve tê-los em mente, sempre, como "de fato". Em outras palavras, a plena convicção de que aquilo é verossímil. Como assim? Bem, vou explicar de maneira mais objetiva. Na minha adolescência, escutei um termo engraçado: N.D.A. (sigla para "Necessidade Demasiada de Atenção"), ele era usado pra designar o porquê de algumas pessoas insistirem tanto no querer "se aparecer".
Algumas dessas pessoas adoram "julgar": apontar defeitos, conotar atitudes, dentre outras coisas. Essas pessoas tem constante necessidade de alimentar os seus N.D.A.s, e como não sabem fazê-lo de outra forma, se condicionam a imitar o que as pessoas vem fazendo desde os primórdios do ser "social", começam a falar mal. Só por falar, ué? Para quem sabe, distrair a mente.
Entretanto, é o "falar-por-falar" que nos mostra quem são esses atores. Essas pessoas que, dizem odiar uma pessoa "X", mas depois de um pileque, estão lá, conversando como se nada jamais tivesse acontecido. Que rotulam "Y" por ele não dividir uma maçã, sendo que elas mesmas compram um saco delas no mercado, e chegam em casa escondidos, para não oferecer a ninguém. É incontestável a capacidade de um "broto" de antipatia causar toda uma série de fatores desconfortáveis para ambas as partes.
Para essas pessoas "pessoas", cuidado! O preenchimento contínuo do N.D.A tem efeitos colaterais severos como, por exemplo, transformar o ser em um N.A.D.A. (deixo a cargo de vocês o destrinchamento dessa última sigla)
Quando uma pessoa julga outra, apontando determinados aspectos positivos ou negativos da mesma, ela deve tê-los em mente, sempre, como "de fato". Em outras palavras, a plena convicção de que aquilo é verossímil. Como assim? Bem, vou explicar de maneira mais objetiva. Na minha adolescência, escutei um termo engraçado: N.D.A. (sigla para "Necessidade Demasiada de Atenção"), ele era usado pra designar o porquê de algumas pessoas insistirem tanto no querer "se aparecer".
Algumas dessas pessoas adoram "julgar": apontar defeitos, conotar atitudes, dentre outras coisas. Essas pessoas tem constante necessidade de alimentar os seus N.D.A.s, e como não sabem fazê-lo de outra forma, se condicionam a imitar o que as pessoas vem fazendo desde os primórdios do ser "social", começam a falar mal. Só por falar, ué? Para quem sabe, distrair a mente.
Entretanto, é o "falar-por-falar" que nos mostra quem são esses atores. Essas pessoas que, dizem odiar uma pessoa "X", mas depois de um pileque, estão lá, conversando como se nada jamais tivesse acontecido. Que rotulam "Y" por ele não dividir uma maçã, sendo que elas mesmas compram um saco delas no mercado, e chegam em casa escondidos, para não oferecer a ninguém. É incontestável a capacidade de um "broto" de antipatia causar toda uma série de fatores desconfortáveis para ambas as partes.
Para essas pessoas "pessoas", cuidado! O preenchimento contínuo do N.D.A tem efeitos colaterais severos como, por exemplo, transformar o ser em um N.A.D.A. (deixo a cargo de vocês o destrinchamento dessa última sigla)
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